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Pesquisadores
americanos e japoneses anunciaram estudos experimentais (em
ratos) indicando a possibilidade de ser produzida uma vacina
contra a obesidade. A vacina, no caso, seria contra uma substância
produzida pelo estomago (quando vazio) chamada GHRELINA.
A Ghrelina tem o papel fisiológico de estimular a FOME a nível
central, isto é, no cérebro. É fácil de entender porque tal
proteína é produzida pelo estômago vazio. Após 3 ou 4 horas
sem alimento o estômago vazio é estimulado a secretar a Ghrelina
que induzindo FOME irá propiciar "enchimento" do estômago.
O interessante é que, QUANTO MAIS TEMPO DE ESTÔMAGO VAZIO,
MAIOR SERÁ a concentração de Ghrelina e, conseqüentemente,
MAIOR a FOME. Além disso, a Ghrelina tem efeitos no metabolismo
principalmente na maior síntese de GORDURA a partir da alimentação.
No caso de ser possível controlar a secreção de Ghrelina (por
meio da vacina) a hipótese seria de que haveria maior controle
da fome e da formação de gordura.
No novo trabalho, ratos imunizados com a vacina contra a Ghrelina
continuaram se alimentando normalmente, mas ganharam menos
peso e gordura corporal do que os animais do grupo controle,
que comeram quantidades iguais das rações oferecidas aos ratos.
Segundo os autores, os resultados mostram que as soluções
testadas afetaram diretamente o metabolismo e o uso de energia
dos animais.
Foram desenvolvidos três tipos de vacina com diferentes composições
químicas. Dois deles se mostraram mais eficientes. "O estudo
é o primeiro a publicar fatos documentados indicando que,
impedindo que a Ghrelina atinja o sistema nervoso central
pode produzir redução desejada no aumento de peso", disse
Kim Janda, uma das autoras do estudo e professora de química
do Instituto Scripps de Pesquisas, dos Estados Unidos, em
comunicado da instituição.
A descoberta pode ser importante especialmente para o desenvolvimento
de alternativas para enfrentar o problema conhecido como "dieta
da sanfona", o ciclo de repetidas perdas e ganhos de peso
enfrentado por muitos indivíduos obesos que querem emagrecer.
Mas os pesquisadores ressaltam que, apesar dos resultados
positivos obtidos, uma vacina contra a obesidade para uso
humano ainda está longe de ser conseguida. "Não estamos afirmando
que nosso estudo responde à questão do tratamento contra a
obesidade de uma vez por todas, mas que ele confirma que essa
(a imunização) é uma alternativa séria e viável para o problema",
disse Kim Janda.
O estudo será publicado na importante revista médica
Proceeding of the National Academy of Sciences USA.
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