O Dr.
Carlos Werutsky apresentou, recentemente, dados científicos
a respeito do uso nutricional de adoçantes.
De acordo com a ADA (American Diabetes Association, 2002),
os adoçantes são seguros quando consumidos dentro dos níveis
de IDA (ingestão diária aceitável) estabelecidos pelo FDA
(Food and Drug Administration, EUA).
O Brasil segue normas de ingestão diária aceitável estabelecida
pelo Jecfa (Joint Expert Comittee on Food Additives), comitê
de especialistas da OMS (Organização Mundial da Saúde) na
avaliação de aditivos alimentícios.
Dentre os edulcorantes aprovados para consumo no Brasil
estão o aspartame, acesulfame-K, ciclamato, sacarina e sucralose
(artificiais) e o sorbitol, manitol, isomalte, esteviosídeo,
lactitol e xilitol (naturais).
Pode-se observar que a tolerância no consumo dos edulcorantes
está relacionada não somente ao valor da IDA em si, mas
também à quantidade que se faz necessário usar na prática
dadas as particularidades de adoçar os diferentes alimentos.
Se levarmos em conta que esses edulcorantes entram na composição
de alimentos e bebidas em forma composta, o consumo de cada
um deles resulta em afastamento ainda maior do limite calculado
com base na IDA, o que amplia a margem de segurança no consumo
de alimentos e bebidas chamadas "LIGHT".
O aspartame foi descoberto por Schlater em 1965 e aprovado
pela FDA em 1981. Sua molécula é composta por fenilalanina
e ácido aspártico (aminoácidos) esterificados com o metanol,
apresentando capacidade de adoçar 200 vezes mais intensamente
que o açúcar.
O aspartamente é metabolizado tal como as proteínas, resultando
em aminoácidos individuais que o compõem, mais um resíduo
de metanol (10%).
Alimentos como o peixe e o frango têm mais de dez vezes
a fenilalanina contida em uma bebida somente adoçada com
aspartame.
As pessoas que nascem com fenilcetonúria, uma rara deficiência
do metabolismo da fenilalanina, devem evitar não só o aspartame,
mas todo alimento que seja fonte desse aminoácido. Mais
de 100 estudos sobre a segurança do aspartame foram realizados
à época de sua aprovação pela FDA, atestando a sua segurança
como edulcorante para uso em alimentos e bebidas.
Uma variedade de sites na internet (Zehetner, 1999) veiculou
o aspartame como causador de várias doenças. Nenhuma evidência
científica associou algum desses problemas de saúde com
o consumo de aspartame.
A European Food Safety Authority (EFSA) concluiu que não
vê a necessidade de rever seu parecer anterior sobre a segurança
do aspartame, nem da revisão do seu limite de consumo diário.
No Brasil, A Gerência Geral de Alimentos da Agência Nacional
de Vigilância Sanitária (ANVISA) manifestou sua posição:
"À luz do conhecimento atual, não existem razões de saúde
pública, com base científica, para a adoção de uma medida
sanitária relativa à proibição de aspartame em alimentos
ou recomendação de mudança na dieta da população pela ANVISA"
http://www.anvisa.gov.br.
Os edulcorantes, que entram na composição de adoçantes de
mesa e demais alimentos e bebidas diet, fazem parte da dietoterapia
na prevenção e/ou tratamento da síndrome metabólica, da
obesidade e do diabetes, doenças que crescem em incidência
a ponto de serem consideradas epidemias mundiais, e que
levam a altas taxas de morbi-mortalidade.